segunda-feira, 13 de outubro de 2008

ENSINANDO DE SIÃO: UMA ANTIGA HERESIA




ENSINANDO DE SIÃO
JUDEUS-MESSIÂNICOS
UMA HERESIA ANTIGA

Pr. Carlos R. Cavalcanti
Teólogo, Historiador, Antropólogo, Especialista em Religiões, Cultura Judaica e Simbologia Judaica.


Muitas heresias têm surgido dentro da igreja e as Escrituras nos advertem a termos cuidado quanto aos falsos mestres que se apresentam dissimuladamente, mas são lobos em pele de ovelhas:


“Assim como, o meio do povo, surgiram falos profetas, assim também haverá entre vos falos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. E muitos seguirão as suas práticas libertinas,e, por causa deles, será infamado o caminho da verdade; Também , movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias; para eles o juízo lavrado há longo tempo não tarda, e a sua destruição não dorme” (2Pe.2:1-3).


No A.T. houve falsos mestres e profetas. Portanto, é mister que na igreja, haja falsos mestres introduzindo heresias para sua própria destruição. Se a Bíblia diz que isso vai acontecer na igreja, como querem alguns ir de encontro a Palavra de Deus? O que devemos fazer é nos preparar com a Palavra de Deus para não cairmos nas ciladas do diabo. A apostasia sempre foi uma realidade dentro da igreja cristã. E ela e gerada, em épocas de crise, pelo descontentamento de algumas pessoas que procuram uma vida de santidade independente da comunidade cristã a fim de operar independentemente sua própria salvação. Esse foi o caso do monasticismo (século IV) em que pessoas se retiraram para cavernas e colinas ao longo do Nilo no Egito para levarem uma vida de meditação e ascética a fim de melhorarem espiritualmente.
Atualmente, diante da grande apostasia, algumas pessoas por falta de conhecimento e discernimento espiritual da história do cristianismo primitivo, tem levado muitos a uma imagem irreal dessa Igreja como se ela não tivesse problemas. Roque Frangiotti nos traz um excelente comentário: “Ainda hoje, cristãos de todas as tendências se reportam à Igreja primitiva como a um “encanto”, para encontrar nela uma forma de fé fundamental, pura, exemplar. Basta uma leitura menos superficial de alguns textos tidos como mais antigos do cristianismo, para se desfazer esta concepção mítica, idílica da “Igreja Primitiva”. (1995:8).

Não é errado, de forma alguma, as pessoas quererem viver como os primeiros cristãos. Essa comunidade é modelo para todos nós:

“Perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédios dos apóstolos. Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade” (At.2:42-45).

Essa comunidade à medida que foi crescendo, os problemas começaram a surgir. Foi necessário haver um concilio em Jerusalém para revólver as confusões que se instalaram no seio daquela comunidade. Havia tendência e divisões entre helenistas e judaizantes (cf. At.6:1-7). Os fiéis de origem grega queixavam-se dos de origem hebraica. O diácono Estevão foi acusado de blasfemar contra Moises e subverter a lei e os costumes judaicos (cf. At.6:13-14). Nessa época havia várias tendências, uma herética conhecida como “ebionitas”, os “elenistas”, os “judaizantes moderados” e os “radicais”. Os radicais diziam: “É necessário circuncidá-los e determinar-lhes que observem a lei de Moisés” (At.15:5b). Os ebionitas: seu pensamento encontra-se nas Pseudoclementinas (apócrifo). Os moderados: Pedro e Tiago, o “irmão do Senhor”, eram tolerantes, eles buscaram o equilíbrio a fim de facilitar a convivência com os radicais. As medidas de Pedro e Tiago foram tomadas no Concílio de Jerusalém (cf. At.15:132-21). Os elenistas: Judeus-cristãos tinha como mestre Paulo e Barnabé.
Com o a expanção da igreja surgem outras formas de heresias, como os “nicolaítas”, “elcasaíta”, o “adocionismo de Hermas”, “o adocionismo ebionita”, gnosticismo e etc.
Mesmo diante de toda crise porque a igreja vem passando, não devemos temer, o SENHOR conhece os Seus. Se fosse da Sua vontade manter aquela comunidade, Ele não teria espalhado todos eles no ano 70 d.C. e o apóstolo Paulo convocaria o povo a voltar a igreja de Jerusalém, uma igreja genuinamente judaica. Mas, isso não era preciso, pois a igreja de Jesus Cristo esteja onde estiver é santa, tem dono: “...à igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados para ser santos, com todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso” (1Co.1:2 – negrito meu). Mesmo devido a todo mal que afetava a igreja de Corinto, o apóstolo Paulo diz que eles foram enriquecidos em toda a Palavra e em todo conhecimento (cf. 1Co.1:5). “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1Pe.2:9). A igreja de Laudicéia era infeliz, miserável, pobre, cega e nua (cf. Ap.3:17), era uma igreja morna, mas pertencia a Deus. O que ela tinha que fazer para sair daquela situação era buscar na fonte da sabedoria, em Deus; nossa suficiência está nas Palavras de Deus e quando Ele diz: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo” (Ap.3:20). Na verdade, só os eleitos ouvirão a voz do Senhor (cf. Rm.8:28; 1Ts.1:4). Portanto, meus irmãos, o apóstolo Paulo nos exorta a santidade em qualquer lugar que o povo de Deus esteja reunido: no Brasil, no Japão ou em Jerusalém, tanto faz. “Disse-lhe Jesus: Mulher, podes crer-me que a hora vem, quando nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai” (Jo.4:21). Ele procura verdadeiros adoradores que O adorem em espírito e em verdade. Ele não está interessado em ritualismo que foram sombras de realidades ainda maiores que se cumpre em Cristo Jesus. Os rituais festivos judaicos não serviam de nada quando se tinha o coração impuro (Is.1:10-17). Devemos, portanto, buscar a santificação sem a qual veremos a Deus e deixar de lado os rudimentos da lei. Pois, a Bíblia é suficiente para nossa salvação.
Passaremos agora a refutar as heresias Judaico-Messiânico defendidas por Marcelo Miranda Guimarães que é um dos Membros da IES.
O que ele defende como perfeição cristã é uma antiga heresia judaica. Analisaremos cada item à luz da Bíblia.


Por Marcelo Miranda Guimarães (*)

“Jesus, cujo verdadeiro nome em sua língua materna, é Yeshua Ben Yosef, ou seja, O Deus-que-salva Filho de José, tem procurado por uma noiva nos últimos 2 mil anos. Um pouco cansado de procurar sua autêntica noiva, resolveu escrever algumas considerações, solicitando a amigos que as publiquem em seus sites, MSN, Orcut, etc., enviando e-mails a irmãos e amigos. Ele disse que desta vez Ele tem pressa, pois Seu Pai já tem uma data marcada e agora o tem pressionado bastante.
Sem dúvidas, há muitas boas noivas candidatas, mas Jesus procura a mais autêntica.
Sabendo disso, me coloquei imediatamente à disposição de Jesus, no sentido de ajudá-lo nesta procura. Era tarde da noite e já me encontrava em minha cama, quando adormeci, perguntando:- o que posso eu fazer para lhe ajudar, Jesus? Por onde posso começar? A quem devo procurar? ... Adormeci e subitamente acordei no meio de um sonho. Tentei me lembrar do que tinha sonhado, mas não consegui. Devagarzinho, comecei a imaginar quais seriam os recados que Yeshua gostaria de enviar à sua Igreja. De repente imaginei Jesus falando o seguinte: - “fale à minha noiva que ela precisa me conhecer melhor...” e foi falando, falando... foi quando então, me levantei e tomei nota dos13 itens abaixo:

1. “Minha noiva precisa me ver como um judeu. Nasci em Belém, me criei em Nazaré ensinei nas melhores sinagogas de meu país. Sou um judeu, educado nos princípios da Torá, livro escrito pelo meu Pai através de Moisés. Fui circuncidado no 8º. dia e me orgulho do meu povo, pois vim primeiramente para anunciar as Boas Novas para eles. Com este povo meu Pai tem uma aliança e um chamado irrevogável” (Marcelo Miranda Guimarães, 2008);

Refutação: Na sua introdução ele afirma que Jesus está procurando há dois mil anos por uma noiva. Isso não merece nem refutação, mas como já comecei vou terminar. Esse rapaz digo senhor é um poço vazio, não tem conhecimento de nada. Acredito que até a “Igreja Ensinando de Sião não concorda com ele. Em primeiro lugar Jesus não está à procura de uma noiva porque Ele já tem. A igreja de Cristo é um povo que foi escolhido antes da fundação do mundo para ser santo e irrepreensível diante do Senhor: “...assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para seremos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade, para louvor da glória de sua graça...” (Ef. 1:4-6).

• A noiva já foi comprada há dois mil anos atrás com o seu precioso sangue vertido na crus: “Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastoreardes a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue” (At.20:28). Você é um verdadeiro herege ao afirmar que Cristo está por ai à procura de uma noiva. Outros versículos (1Co.6:20; 7:23; Ap.5:9).
• A igreja é a noiva de Cristo, portanto, o apóstolo São João escreve para as sete igrejas que se encontram na Ásia: “João, às sete igrejas que se encontram na Ásia, graça e paz a vós outros, da parte daquele que é, que era e que há de vir, da parte dos sete Espíritos que se acham diante do seu trono” (Ap.1:4). Como é que Cristo poderia está desde o primeiro século procurando uma noiva se Ele está falando para elas através do aposto João? Quando Jesus morreu naquela cruz, Ele morreu especificamente por alguém, para expiação de seus pecados foi algo real. Ele também disse que veio fazer a vontade do Pai (Jo.6:38) e a vontade do Pai e que nenhum daqueles que foram dados a Cristo se perca, e eu o ressuscitarei no último dia (Jo.6:39). A igreja de Cristo Jesus está sobre a proteção divina (Jo.10: 25-30). Não devemos ficar como se não tivesse solução. Deus está sentado em um alto e sublime trono, está no controle do universo. Não há o que temer.
• Ainda na introdução ele afirma que Jesus está um pouco cansado de procurar Sua noiva. Eu nem vou refutar isso. Só quero mostrar que os judeus-messiânicos acreditam que são, por serem judeus, a verdadeira noiva de Cristo. Portanto, esse pensamento é incorreto, pois, Cristo, dos dois fez um só povo através da cruz (cf. Gl.3:28).
• O pior de tudo é a neurose, esse senhor recebeu várias mensagens de Cristo, o que é típico das Seitas Heréticas. Quando essas pessoas querem dá credibilidade aos seus pensamentos heréticos, dizem que recebeu a mensagem de Deus. Nesse caso o próprio Jesus entra em contado com esse moço desesperado. As Testemunhas de Jeová, os Mórmons e os Adventistas do Sétimo Dia e muitos outros tiveram uma revelação igual.
Essas palavras foram dirigidas aos judaizantes de extremas direita que estavam pervertendo a fé dos irmãos (cf. At.15:1): “Admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça de Cristo para outro evangelho, o qual não é outro, senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema” (Gl.1:6-9). William Hendriksen na Epístola aos Gálatas, traz um excelente comentário sobre esse assunto: “Os gálatas, dessa forma, estavam sendo lançados em confusão por homens que estavam desejando e tentando virar de ponta a cabeça o evangelho que tem Cristo por centro e que o glorifica, o evangelho cristocêntrico. Certamente que o ensino segundo o qual a salvação dos homens é por meio da fé mais as obras da lei não passa de uma perversão do verdadeiro evangelho que proclama as “boas-novas” da salvação (pela graça) pela fé somente” (1999:64).

No item 1 ele declara algo absurdo afirmando que foi Jesus que transmitiu tais mensagens. “Minha noiva precisa me ver como um judeu”. A Palavra de Deus é suficiente para nossa salvação e qualquer outra revelação é maldição, Deus já revelou o que tinha de ser revelado para nossa salvação. A noiva de Cristo precisa vê-Lo com “Senhor” e “Salvador” (cf. 1Co.12:3).
“...me orgulho do meu povo, pois vim primeiramente para anunciar as Boas Novas para eles. Com este povo meu Pai tem uma aliança e um chamado irrevogável”. “...me orgulho do meu povo”, ele está se referindo exclusivamente ao povo judeu. O povo de Deus, em primeiro lugar, é o que faz a Sua vontade (cf. Jo.14:23, 24) e não o povo judeu, posto que não existe mais judeus ou gentios: “Dessarte, não pode haver judeu nem grego nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gl.3:28).
“Com este povo meu Pai tem uma aliança e um chamado irrevogável”. Vejamos o que a Bíblia diz: “Pergunto, pois: terá Deus, porventura, rejeitado o seu povo? Deus modo nenhum! Porque eu também sou israelita da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim” (Rm.11:1). No versículo 2 ele responde que Deus não rejeitou o Seu povo a quem de antemão conheceu. O apóstolo Paulo também afirma que Deus preservou um remanescente fiel segundo a eleição da graça (Rm.11: 2-7). Porém, a maioria como no tempo de Elias foram rejeitados: “Que diremos, pois? O que Israel busca, isso não conseguiu; mas a eleição o alcançou; e os mais foram endurecidos, como está escrito: Deus lhes deu espírito de entorpecimento, olhos para não ver e ouvidos para não ouvir, até ao dia de hoje” (Rm.11:7-8). Meus amados o apóstolo Paulo nos diz que a Palavra de Deus não falhou quanto as promessas feita aos judeus. Todavia, “...nem todos os de Israel são, de fato, israelitas; nem por serem descendentes de Abraão são todos seus filhos” (Rm.9:6-7). “...filhos de Deus não são propriamente os da carne, mas devem ser considerados como descendência os filhos da promessa” (Rm.9:8) os quais estão incluídos os gentios: “Que diremos, pois? Que os gentios, que não buscavam a justificação, vieram a alcançá-la, todavia, a que decorre da fé; e Israel, que buscava a lei de justiça, não chegou a atingir essa lei. Por quê? Porque não decorreu da fé, e sim como que das obras. Tropeçarem na pedra de tropeço, como está escrito: Eis que ponho em Sião uma pedra de tropeço e rocha de escândalo, e aquele que nela crê não será confundido” (Rm.9:30-33). Ora, a questão dos judeus-messiânicos é a mesma da época de Paulo. Hoje também eles estão lendo as Escrituras, mas sem entendimento: “Porque lhes dou testemunho de que eles Têm zelo por Deus, porém não com entendimento. Porquanto, desconhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria, não se sujeitaram à que vem de Deus. Porque o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê” (Rm.10:2-4). Mas nem todos os judeus e também gentios não obedecem ao Evangelho: “Mas nem todos obedeceram ao evangelho; pois Isaías diz: Senhor, quem acreditou na nossa pregação?” (Rm.10:16).

2. Diga à minha noiva que ela deve gostar de festas. Há muitas festas celebradas no mundo, mas eu quero celebrar as minhas festas. Lembre a ela que numa dessas festas, a de Tabernáculos, a tomarei para celebrar nossas bodas de casamento. Durante os sete dias dessa festa, estaremos em núpcias e expressando-nos mutuamente nosso grande amor;

Refutação: Jesus nunca ordenaria isso para Sua igreja; como judeu cumpridor da lei, Ele participou das festividades, porém o que tem ordenado em Sua Palavra para que a igreja cumpra são os ritos do “Batismo e a Santa Ceia”. As festas tinham um significado pedagógico, era sombra do que havia de vir, e apontava, em última análise, para Cristo onde tudo se cumpriu categoricamente. Vejamos: “Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados, porque tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo” (Cl..2:16-17 – negrito meu); (cf. Hb.10:1).

3. Diga à minha querida noiva para não se preocupar muito com o que levar, pois, primeiro, não tenho carro, casa ou tão pouco uma conta bancária. Tenho somente um cavalo branco que será usado somente no dia que eu tomar posse do meu reino aqui na terra. Minha noiva, depois esposa, tomará posse desse reino comigo. A casa que vamos morar, será a do meu Pai. Ela é muito bonita e já tem tudo arranjado e em ordem. Na verdade, trata-se do antigo Templo construído por um ancestral de minha tribo, Salomão. Mas, seus palácios estarão todos reconstruídos até lá e, esplendidamente, restaurados. Quanto ao meu salário, diga a ela para não se preocupar também, pois o Sogro é riquíssimo, dono absoluto do ouro e da prata do mundo;
Refutação: Pensamento dispensacionalista. O movimento dispensacionalista surgiu nos meados do século XIX na Inglaterra com os Irmãos ou Irmãos de Plymnoutrh. Seu maior expoente foi John Nelson Darby (1800 – 1882), um irlandês insatisfeito com a igreja Anglicana da qual era ministro, uma das características do grupo de Darby foi o desprezo por qualquer tipo de organização denominacional ou forma de culto. Rejeitaram muitas coisas acreditando estarem voltando à forma de culto primitivo dos primeiros crentes na época apostólica. Foi justamente nessa tentativa que desenvolveram um novo modelo de interpretação bíblica conhecido atualmente como dispensacionalista em que as profecias são interpretadas literalmente. Quem muito contribuiu para propagar esse pensamente foi a publicação da Bíblia de Referência de Scofield, em 1909. Dessa forma é propagada nos meios cristãos uma falsa e defeituosa hermenêutica a respeito do modo como Deus trata como homem, com a salvação e a respeito da igreja de Cristo.
Os dispensacionalista acreditam que Deus trata diferentemente com a Igreja e com Israel. Todos os dispensacionalistas são pré-milenistas. Acreditam que depois da Grande Tribulação Cristo irá reinar em Jerusalém, onde na época estará tudo preparado para o culto no templo e os sacrifícios durante o milênio. Analisemos, pois, Apocalipse 20:1-6, a única passagem na Bíblia que fala explicitamente de um reinado de mil anos após a Segunda Vinda de Cristo. A derrota de Satanás começou com a Primeira Vinda de Cristo. E que o Milênio, em que Cristo reinará com Sua Noiva, nos versos 4 a 6 já está acontecendo e seu final dar-se-á com a Segunda Vinda de Cristo. Conforme A nthony A. Hoekema o reinado de mil anos deve acontecer antes da Segunda Vinda de Cristo e não depois:

“Não apenas no livro de Apocalipse, mas em qualquer outro lugar no Novo Testamento, o juízo final está ligado à Segunda Vinda de Cristo (veja Apocalipse 22:12 e as seguintes passagens: Mt.16:27; 25:31, 32; Jd.14, 15 e especialmente 2Ts.7;10). Sendo assim, é óbvio que o reinado de mil anos de Apocalipse 20:4-6 deve acontecer antes, e não depois da Segunda Vinda de Cristo” (O Milênio, 1990: 145).

Os que morreram em Cristo estão reinando com Ele aguardando a ressurreição do Corpo que acontecerá por ocasião da Segunda Vida.

“Vi também tronos, e nestes sentaram-se aqueles aos quis foi dada autoridade de julgar. Vi ainda as almas dos decapitados por causa do testemunho de Jesus, bem como por causa da palavra de Deus, tantos quantos não adoraram a besta, nem tampouco a sua imagem, e não receberam a marca na fronte e na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos. Os restantes dos mortos não reviveram até que se completassem os mil anos” (Ap.20:4-5).

Após a ressurreição Sua noiva poderá adorar a Deus, servir a Ele e reinar com Cristo de uma maneira ainda mais rica do que agora. Eles adoração e servirão a Deus por toda eternidade na Nova Terra e não nessa que um dia irá passar:

A Bíblia confirma essa catástrofe final

No sermão profético de Jesus, narrado por Marcos 13:25; Lucas 21:25-27; Mateus 24:29 diz:

Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas (gr. asteras - asteróides) cairão do firmamento, e os poderes dos céus (energia gravitacional que equilibra os corpos no espaço, eletromagnéticas, nucleares fraca e forte que atuam nos céus) serão abalados.

“Todo o exército dos céus se dissolverá, e os céus se enrolarão como um pergaminho; todo o seu exercito cairá, como cai a folha da vide e a folha da figueira” (Is. 34:4).
“Esperando e apressando a vinda do Dia de Deus, por causa do qual os céus, incendiados, “serão desfeitos, e os elementos abrasados se derreterão’’ (2 Pe. 3:12). A linguagem escatológica é usada em toda Bíblia para falar do fim que acontecerá em breve. O dia e a hora, ninguém sabe.

Vi quando o Cordeiro abriu o sexto selo, e sobreveio grande terremoto. O sol se tornou negro como saco de crina, a lua toda, como sangue, as estrelas do céu caíram pela terra, como a figueira, quando abalada por vento forte, deixa cair os seus figos verdes, e o céu recolheu-se como um pergaminho quando se enrola (Ap. 6:12-14).

Assim como o Senhor estendeu o universo através da Sua palavra criadora (bereshith bará), no fim Ele recolherá, precipitará os acontecimentos por ocasião do Seu juízo:

Vi um grande trono branco e aquele que nele se assenta, de cuja presença fugiram a terra e o céu, e não se achou lugar para eles. Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé diante do trono (Ap. 20:11 e 12).

Todos serão julgados e o mal será para sempre vencido e lançado para dentro do lago de fogo justamente com aqueles cujos nomes não foram encontrados no “Livro da Vida” (cf. Ap. 20:15). Todavia, isso é o começo de uma nova existência, a visão final de João é que Deus fará tudo novo, para o povo redimido:

Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. Vi também a cidade santa, a Nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para seu esposo (Ap. 21:1-2).

Como a Bíblia diz, e a ciência prova, o mundo teve um começo e terá um fim, não o fim da matéria existente, mas uma transformação radical para uma nova ordem. O planeta está caminhando como um bêbado para seu destino final. A linguagem usada é profética, aponta para esse momento que acontecerá por ocasião da “Segunda Vinda de Cristo”:

Terror, cova e laço vêm sobre ti, ó morador da terra. E será que aquele que fugir da voz do terror cairá na cova, e, se sair da cova, o laço o prenderá; porque as represas do alto se abrem, e tremem os fundamentos da terra. A terra será de todo quebrantada, ela totalmente se romperá, a terra violentamente se moverá. A terra cambaleará como um bêbado e balanceará como rede de dormir; a sua transgressão pesa sobre ela, ela cairá e jamais se levantará. Naquele dia, o SENHOR castigará, no céu, as hostes celestes , e os reis da terra, na terra” (Is. 24:17-21).

“Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão’’ (Lc. 21:33).
Os salvos, os que aceitaram Jesus como seu Senhor e Salvador, herdarão um novo céu e uma nova terra, onde gozarão as bem aventuranças :

[...] ali não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram. E aquele que está assentado no trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E acrescentou: escreve, porque estas palavras são verdadeiras. Disse-me ainda: Tudo está feito. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. Eu, a quem tem sede, darei de graça da fonte da água da vida (Ap. 21:4b-6 – grifo nosso).

Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhe cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte (Ap. 21:8).

4. Diga á ela para ir acostumando com a cidade de Jerusalém. Ela terá que mudar para lá. Ela é a minha cidade que meu Pai escolheu para eu morar com a minha esposa e de lá, reinar;

Refutação: Não tem sentido pensar que Cristo já não está reinando. A terra que Cristo irá reinar com Sua igreja será na Nova Terra no estado eterno. E não na Palestina que conhecemos hoje. Isso é uma fantasia romântica de alguns grupos como as Testemunhas de Jeová.

5. Minha noiva precisa ainda entender de minhas funções ministeriais. Primeiro sou Rei, descendente do reinado de David, da tribo de Judá e preciso de uma rainha. Precisa falar com minha noiva o que é ser e viver como rainha, pois ela desempenhará um importante papel no reino. Segundo, sou sacerdote da suprema ordem de Melquisedeque. Tenho meus ofícios de adoração ao meu Pai dentro da mais profunda e pura liturgia judaica. É bom minha noiva ir se acostumando com isto, pois não haverá projetor, telão e televisão para acompanhar as lindas e espirituais melodias. Terceiro, sou um profeta do Altíssimo, e minha noiva precisará conhecer bem tudo aquilo que se cumprirá no milênio até que haja novos céus e desça a deslumbrante e eterna Jerusalém de ouro;

Refutando: A liturgia judaica é coisa do passado. A verdadeira liturgia vemos em Apocalipse. Os verdadeiros adoradores o adoram em espírito e em verdade. Muito diferente dos rituais judaicos que para mais nada serve. A Jerusalém que desce do céu é arquétipo de perfeição, as ruas são de ouro e cristal. Toda essa simbologia é usada para falar de algo que com outras palavras não haveria entendimento. O escritor usa o que há de melhor para descrever a beleza da nova Jerusalém. Não devemos entender literalmente como se fosse realmente de ouro. Na verdade, nem ouvido ouviu, nem olho jamais viu, nem nunca penetrou no coração de alguém o que Deus tem preparado para os que O amam.

6. Lembre à minha noiva que falo todas as línguas dos homens, mas ela estudará e ensinará as Escrituras de meu Pai em hebraico. Ela precisa pensar de um modo mais judaico, conhecendo a filosofia da Torá e dos Profetas. Hoje eu sinto uma dificuldade enorme em me fazer entender, pois minha noiva, embora bela, está muito limitada e acostumada aos conceitos Greco-romanos;

Refutação: Em nenhum lugar fala que Cristo estudará e ensinará as Escrituras em hebraico. Isso é uma fantasia judaico-cristã. O que Deus realmente fez foi proclamar, por ocasião do Pentecostes, as grandezas de Deus, em vários idiomas. Mesmo os gentios estando “muito limitado e acostumados aos conceitos Greco-romano” eles foram alcançados e justificados. E Israel tendo todos os privilégios, “...adoção e também a glória, as alianças, a legislação, o culto e as promessas; deles são os patriarcas, e também deles descende o Cristo segundo a carne (Rm.9:4-5), não alcançaram a justificação. Portanto esse negócio de conceito disso e daquilo outro não vale nada. Porque Deus conhece os que lhes pertence.

7. Diga à minha noiva que não sou político e nem aprovo o sistema político dos homens. Há muita corrupção e injustiça. Peça a ela para não se envolver muito com isto. A final, meu reino não é deste mundo. Peça à minha noiva para aprender um pouquinho sobre a teocracia. Vamos precisar destes conceitos, quando ela estiver reinando comigo;

Refutação: Essas apelações fantasiosas não têm poder algum. A Bíblia é suficiente. O que uma pessoa precisa encontra-se ali. Mesmo nós não pertencendo a esse mundo, estamos no mundo e temos responsabilidades com aqueles que estão vivendo dissolutamente, principalmente às pessoas que estão se deixando levar por todo o vento de doutrina. Qualquer um cristão pode se envolver na política. Se ele vê que não dá pra ele, renuncie o mandato.

8. Diga á minha noiva que embora não seja rico e nem médico, adoro viver e cuidar dos pobres e enfermos. Gosto de libertar os cativos e oprimidos. Minha noiva precisa urgente a gostar e a cuidar dos pobres, eles são muitos e estão necessitados;

Refutação: A verdadeira noiva de Cristo sabe disso. Vocês sabem disso? Estão fazendo alguma coisa? Se estão, amém!

9. Diga a ela que aí na terra, eles têm me elegido o maior empresário de todos os tempos, o maior psiquiatra, o maior terapeuta, o maior gestor de negócios, o maior líder, o maior mestre, etc. Na verdade nunca fui nada disso, apenas fui um humilde servo de meu Pai a serviço do povo e de Seu Reino. Apenas ensinei os princípios da Torá, vivendo e fazendo tudo que me chegava às mãos com muito amor. Aliás, tudo que quero é amor, pois meu Pai é amor e eu vim Dele, tenho a natureza Dele. Também sou amor e procuro uma noiva que seja também a personificação deste amor;

Refutação: “...o maior empresário de todos os tempos, o maior gestor de negócios” eu sei que Ele não foi. O resto com toda certeza ele foi muito mais.

10. Diga à minha noiva que embora quando aí na terra vivi me chamaram de glutão e beberão. Isto eu nunca fui! Pelo contrário sempre me alimentei conforme as leis alimentares da Torá dadas por meu Pai. Minha noiva tem o direito (se gentia) de não comer minha comida e beber minha bebida, mas ela precisa saber prepará-los e que eu nunca mudei meus costumes. Sou o mesmo ontem, hoje e de sempre;

Refutação: Tudo isso é conversa mole. Jesus quebrou todos os paradigmas da Sua época. Trabalhou no sábado, comeu sem purificar as mãos, se juntou com os publicamos e pecadores, não apedrejou a adúltera, tocou em leprosos etc. A Bíblia deixa bem claro que os rudimentos da lei não vale nada: “Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados, porque tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo” (Cl.2:16). Meus amados irmãos, diz a Bíblia: “Cuidado que ninguém vos venha a enredar co9m sua filosofia e vás sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo” (Cl.2:8); “...tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz..” (Cl.2:14). “Ordenanças” aqui se refere aos rudimentos da lei: Coma isso e não aquilo, beba isso e não aquilo, não toque nisso, faça assim e desse jeito (cf. Cl.2:20-23). Portanto, a dívida que era contra nós foi pregada na cruz, não se deve mais viver sob a maldição da lei, por Cristo se fez maldito por nós.

11. Diga à minha noiva para não preocupar muito com as instituições, associações, denominações religiosas, bem como com a intolerância e arrogância de seus líderes. Na verdade, minha noiva se encontra no meio delas. O que eu busco é uma noiva santa, pura, nova e sem defeito como eu. O que não posso é colocar-me em jugo desigual com uma noiva que não se identifica comigo. Sou judeu e continuo judeu;
Refutação: A igreja de Cristo não é uma igreja judaica, mas, uma igreja composta de gentios e de judeus. A noiva de Cristo nunca se preocupou com instituições, muito embora viva dentro de uma. As igrejas da Ásia Menor, cada uma tinha um nome, cada comunidade é uma instituição Divina, uma nação santa, povo de propriedade de Jesus. Esse proselitismo não dos judeu-messiânicos não tem futuro nenhum.

12. Diga à minha noiva que eu e meu Pai ainda trabalhamos muito sem cessar e que continuamos a nos descansar aos sábados, no Shabat. Ele foi criado para isto e mais do que isto, ele é um sinal da minha aliança com o povo de Israel que não foi rejeitado e nem substituído por ninguém. Minha noiva é composta de judeus e gentios que crêem em mim e que constituem a família do meu Pai. Ambos entrarão no descanso shabático quando chegar o milênio e reinaremos juntos. O Shabat é o meu dia e eu sou Senhor dele. Ele nos lembra disso tudo, a criação, o homem redimido, e o reino vindouro do qual não podemos nos esquecer;

Refutação: O sábado. Do Livro: Adventistas do Sétimo Dia: Um abismo eterno.
Pelo Pr. Carlos R. Cavalcanti.

“Santificar o Sábado ao Senhor importa em salvação eterna”. (Livro: Testemunhos Seletos, vol. III p.22, ELLEN GOULD WHITE,1956).
Assim quando os Adventistas teimam que a guarda do Sábado é indispensável para nossa salvação, não é porque estejam estribados na verdade Bíblica, mas sim nas alucinações da Sra. Ellen Gould White. Essa falsa profetisa declara que a guarda do sábado constitui o selo entre Deus e o seu povo nos dias atuais:

Que é, pois, a mudança do Sábado, senão o sinal da autoridade da igreja de Roma – “a marca da besta”; O selo da lei de Deus se encontra no quarto mandamento... Os discípulos de Jesus são chamados a restabelecê-lo, exaltando o Sábado [...] (Livro: O Grande Conflito, Ed. condensada. 1992, p. 267 e 269. grifo nosso).

Jesus Cristo cumpriu (plerosai – encher, completar) toda Lei (o que nem um homem conseguiu) (cf. Mt.5:17) , o apóstolo Paulo escrevendo aos romanos afirma, categoricamente, que o fim da Lei é Cristo (cf. Rm.1:4) . A Lei foi dada ao homem para que ele vivesse bem, e não o homem à Lei. A questão da Lei não está restrita apenas ao sábado, mas a quaisquer preceitos como a circuncisão, questões alimentares e etc. O apóstolo Paulo também trata dessa questão quando afirma que qualquer pessoa que procurar se justificar através das obras da Lei Cristo de nada valerá para ele . E os Adventistas buscam como os fariseus a justificação através da guarda do sábado
O propósito do sábado foi preservar a vida evitando a injustiça praticada no trabalho, principalmente a do escravo, evitando que se cometesse injustiça, do mesmo ter que trabalhar sem descanso. O corpo precisa de descanso para reativar suas energias. O princípio de humanizar foi deturpado pelos fariseus. Jesus é o Senhor do sábado e não recriminou seus discípulos que no sábado passando pelas searas, estando com fome, colheram espigas e comeram (cf. Mt.12:1) ; a vida é mais importante que o sábado (cf. Mc.3:1-6; Jo.5:1-10); Jesus disse para os fariseus: “Meu Pai trabalha até agora e eu trabalho também” (Jo.5:17); os fariseus acusavam Jesus de violar a Lei do sábado (cf. Jo.5:18) . Jesus disse que trabalhava no sábado, porém os Adventistas agem como os fariseus, criticam e deturpam a palavra de Deus. Está claro que Cristo cumpriu a Lei por nós e o sábado está incluído nela. Jesus acusou os fariseus de não cumprirem a Lei, da mesma forma os ASD dizem que cumpre e acreditam que serão salvos justamente por isso. Os judeus bem como os Adventistas do Sétimo Dia que procuram justificar-se através das obras da Lei estão vivendo sob maldição. É isso que afirma o apóstolo Paulo:

Já os que se apóiam na prática da Lei estão debaixo de maldição, pois está escrito: Maldito todo aquele que não persiste em praticar toas as coisas escritas no livro da Lei. É evidente que diante de Deus ninguém é justificado pela Lei, pois “o justo viverá pela fé” (Gl.3:10-11).

A divisão da Lei .
Os ASD, para imporem a obrigatoriedade da guarda do sábado, se valem de argumentos infundados estabelecendo uma distinção entre a Lei Moral e Lei Cerimonial, Lei de Deus e Lei de Moisés, dizendo que a Lei Moral ou Lei de Deus se restringe aos “Dez Mandamentos” e continuará para sempre, e que a Lei de Moisés ou Lei Cerimonial abrange o Pentateuco escrito por Moisés e foi abolida.
Esta distinção é incoerente, mais defendida pelos ASD. Qualquer estudante da Bíblia, sério, que tenha compromisso com a palavra de Deus, perceberá que tanto o Decálogo quanto as Leis complementares são Leis de Deus e seu conteúdo moral não se restringe aos “Dez Mandamentos”, ou seja, as Leis complementares têm seu conteúdo moral.

A Lei do amor.
Tanto o Decálogo, quanto as Leis complementares não foram extintas como se não servisse para mais nada, foram, sim, reduzidas por Cristo Jesus: quando foi experimentado pelos fariseus (cf. Mt.22:34-40); (Rm.13:8-10). Quem ama o próximo ama a Deus e quem ama a Deus não rouba, não cobiça, não adultera, cumpre o sábado e todas as outras Leis complementares, justamente porque Jesus cumpriu toda Lei, algo que os “fariseus” e “saduceus” não conseguiram. A Lei agora é a do amor, sem ela somos uma farsa.

A Lei de Deus e a Lei de Moisés são a
Mesma ?

A Bíblia declara que só há um “Legislador” e este é Deus: "Porque o Senhor é o nosso Juiz; o Senhor é o nosso Legislador" (Is.33:22; Tg.4:12). Se há um só legislador afirmamos, com segurança, que essa suposta distinção entre Lei de Deus (os Dez Mandamentos) e Lei de Moisés (O Livro da Lei) não resiste a uma pesquisa bíblica, porque indistintamente a mesma Lei é chamada de Lei de Deus e Lei de Moisés, porque Deus a deu por meio dele, e não que sejam duas Leis distintas como ensinadas pelos ASD. Vamos a um teste:

E chegado o sétimo mês, e estando os filhos de Israel nas suas cidades, todo o povo se ajuntou como um só homem, na praça, diante da porta das águas; e disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o livro da Lei de Moisés (Ne.8:1). Observe a expressão "o livro da Lei de Moisés". Este mesmo livro, denominado de "Lei de Moisés" é, a seguir, assim chamado: "E leram no livro, na Lei de Deus; e declarando e explicando o sentido, faziam que, lendo, se entendesse"; "E acharam escrito na Lei que o Senhor ordenará, pelo ministério de Moisés [...] (Ne.8:8; 8:14).

Como se vê, o livro da Lei é chamado indiferentemente de "Lei de Moisés" e de "Lei de Deus" sempre se tratando das mesmas Leis e não de Leis distintas. É falso o argumento dos ASD sobre a divisão da Lei. Essa farsa não resiste a uma análise séria sobre a palavra “Lei” na Bíblia, mas que vulgarmente foi imposta pelos ASD, para sustentar a obrigatoriedade da guarda do sábado sem a qual ninguém verá a Deus.
Os dois Concertos.
A Bíblia fala do Concerto da Lei, conhecido como o Antigo Concerto, Antiga Aliança, Antigo Pacto ou Velho Testamento e o Novo Concerto, ou Nova Aliança, também conhecido como o tempo da Graça. Os Dez Mandamentos são encontrados dentro do Antigo Concerto e assim quando os ASD nos interrogam por que não guardamos o sábado, que é o quarto mandamento, respondemos que o sábado está tão integrado dentro do Decálogo, quanto o Decálogo, por sua vez, está integrado no Antigo Testamento. Este, segundo a Bíblia, foi abolido e substituído pelo Novo Concerto, o “concerto da graça”. Vejamos então as provas bíblicas segundo as quais os “Dez Mandamentos” integravam o Antigo Concerto:

Então o Senhor vos falou do meio do fogo; e a voz das palavras ouviu, porém, além da voz, não viste semelhança nenhuma. Então, vos anunciou ele o seu concerto, que vos prescreveu, os Dez Mandamentos, e os escreveu em duas tábuas de pedra (Dt.4:12-13).

A abolição do Antigo Concerto.
Por intermédio do profeta Jeremias Deus anunciou um “Novo Concerto”, desde que o povo de Israel, que havia prometido tão prontamente observar os mandamentos do Antigo Concerto não o fez, invalidando assim aquele concerto. Fizeram um bezerro de ouro e prostraram-se diante dele, adorando-o, é isso que constitui a quebra do concerto, quando o povo se prostitui com os ídolos, dobrando seus joelhos a baal (cf. Ez.20:18) , esquecendo-se do Deus que os tirou da terra do Egito com sua mão poderosa vencendo o Faraó e seu exército no Mar Vermelho (cf. Os.4:17; Sl.103:38).



Vejamos também Jr.31:31-34:
Eis que vem dias, diz o Senhor, em que farei um concerto novo com a casa de Israel e com a casa de Judá. Não conforme o concerto que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; porquanto eles invalidaram o meu concerto, apesar de eu os haver desposado, diz o Senhor. Mas este é o concerto que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração (e não na pedra) e eu serei seu Deus e eles serão o meu povo. E não ensinará alguém mais o seu próximo, nem alguém a seu irmão, dizendo: Conhecei ao Senhor, porque todos me conhecerão, desde o mais pequeno deles até ao maior, diz o Senhor; porque perdoarei a sua maldade, e nunca mais me lembrarei dos seus pecados (Jr. 31:31-34) .

Vimos que o profeta Jeremias profetizou sobre o Antigo Concerto. Agora, vejamos o que declarou Zacarias sobre o mesmo:

Tomei a vara chamada Graça e a quebrei, para anular a minha aliança, que eu fizera com todos os povos (Zc.11:10). Com essas palavras Zacarias figuradamente contempla a abolição do Antigo Concerto celebrada com as doze tribos de Israel (cf. Dt.33:1-4; Êx.24:4-8). Zacarias continua: "Eu lhes disse: se vos parece bem, dai-me o meu salário; e, se não, deixai-o. Pesaram, pois, por meu salário trinta moedas de prata. (Zc.11:12). Compare com (Mt.27:3-10, Cl.2:14-17).

A abolição do Antigo Concerto é confirmada
A abolição da Antiga Aliança ou Concerto é declarado pelo escritor do livro de Hebreus, nestas palavras:

Agora, com efeito, obteve Jesus ministério tanto mais excelente, quanto é ele também Mediador de superior aliança instituída com base em superiores promessas. Porque, se aquela primeira aliança tivesse sido sem defeito, de maneira alguma estaria sendo buscado lugar para uma segunda. E, de fato, repreendendo-os, diz: Eis aí vêm dias, diz o Senhor, e firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá, não segundo a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os conduzir até fora da terra do Egito; pois eles não continuaram na minha aliança, e eu não atentei para eles, diz o Senhor. Quando ele diz Nova, torna antiquada a primeira. Ora, aquilo que se torna antiquado e envelhecido está prestes a desaparecer (Hb.8:6-9, 13).
[...] então, acrescentou: Eis aqui estou para fazer, ó Deus, a tua vontade. Remove o primeiro para estabelecer o segundo (Hb.10:9).
[...] o qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica. E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, se revestiu de glória, a ponto de os filhos de Israel não poderem fitar a face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, ainda que desvanecente, como não será de maior glória o ministério do Espírito! Porque, se o ministério da condenação foi glória, em muito maior proporção será glorioso o ministério da justiça. Porquanto, na verdade, o que, outrora, foi glorificado, neste respeito, já não resplandece, diante da atual sobreexcelente glória. Porque, se o que se desvanecia teve sua glória, muito mais glória tem o que é permanente (2Co.3:6-11).

Pois, aqui os ASD não têm como fugir da realidade, o apóstolo Paulo chama categoricamente os Dez Mandamentos de "Ministério da morte" e os taxa como transitórios. Este último versículo claramente explica que o que foi com glória haveria de acabar. Agora, para saber o que se acabou, perguntemos: O que foi para glória? O v.7 nos dá a resposta: "E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, veio em glória [...]". Que Lei foi gravada em pedras pelo dedo de Deus? A resposta só pode ser uma: OS DEZ MANDAMENTOS. Leiamos: "O Senhor me deu as duas tábuas de pedra, escritas com o dedo de Deus; e nelas tinha escrito conforme todas aquelas palavras que o Senhor tinha falado convosco [...]" (Dt.9:10). "Então, disse o Senhor a Moisés: Sobe a mim, ao monte, e fica lá, e dar-te-ei tábuas de pedra, e a lei, e os mandamentos [...]" (Êx.24:12). "Então, vos anunciou ele o seu concerto, que vos prescreveu, os dez mandamentos, os escreveu em duas tábuas de pedra" (Dt.4:13) .

O escritor da Epístola aos Hebreus se reporta ao primeiro Concerto dizendo:


Pelo que também o primeiro não foi consagrado sem sangue; por que havendo Moisés anunciado a todo povo todos os mandamentos segundo a lei (Hb.9:18,19); (Hb.8:7).


a) A abolição do sábado.
Encontramos em (Os.2:11) uma profecia sobre a abolição do Sábado: "E farei cessar todo o seu gozo, as suas festas, as suas luas novas e os seus sábados; e todas as suas festividades". Encontramos essa confirmação em (Cl.2:16-17) que diz:

Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados, porque tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo (Cl.2:17-18) .

Não há mais o que comentar a respeito das festas e do sábado, porque a palavra de Deus é bem clara quanto a cessação das festas judaicas.

A DIFERENÇA ENTRE AS DUAS ALIANÇAS
ANTIGA ALIANÇA
1) Dada por Moisés (Jo.1:17).
2) Jugo de servidão (Gl.5:1).
3) Findou em Cristo (Rm.10:4).
4) Produz Morte (2Cor.3:7).
5) Produz Condenação (2Cor.3:9).
6) Era sombra (Cl.2:14-17)
7) Exige Justiça (Lc.10:28).
8) Nada aperfeiçoou (Hb.7:19).
9) Veio em glória (2Cor.3:7).
10) Pobre para salvar (Hb.9:9).
11) Relembra o pecado (Hb.10:3).
12) Glória encoberta (2Cor.3:13).
13) Traz maldição (Gl.3:10).
14) Sob a lei (Rm.6:14,15).
15) Sem herança (Rm.4:13).
16) Ratificado c/ sangue de animais (Hb.9:16-22).
17) Produz ira (Rm.4:15).
18) Não pode remir (Hb.10:4).
19) Abolição predita (Os.2:11) NOVA ALIANÇA
1) Dada por Cristo (Hb.8:6;9:15).
2) Lei da liberdade (Tg.1:25).
3) Estabelecida por Cristo (Hb.10:9).
4) Produz Vida (Rm.8:2).
5) Produz liberdade (Gl.5:1).
6) É realidade (Hb.10:1-18).
7) Oferece Justiça (Jo.1:17; 3:16)
8) Produz perfeição (Hb. 7:19).
9) Maior Glória (2Cor.3:8-10).
10) Salva perfeitamente (Hb.7:25).
11) Apaga o pecado (Hb.8:12).
12) Refletindo glória (2Cor.3:8).
13) Liberta da maldição (Gl.3:13).
14) Sob a graça (Gl.3:22-25).
15) Eterna herança (Hb.9:15).
16) Ratificado com o sangue de Jesus Cristo (Mt.26:26-28).
17) Livra da ira (Rm.5:9).
18) Redime (Gl.3:13; Hb.9:25).
19) Estabelecimento predito (Hb.8:7)

O domingo - o “DIA DO SENHOR”.
Dizem os ASD no folheto "Por que se Guarda o domingo?":

"O domingo, segundo (dicionário de Inglês) Webster, chama-se assim (dia do sol), por que era antigamente dedicado ao sol ou ao seu culto".

Para justificar a afirmação de que o sábado é o dia do Senhor e que se deve guardar esse dia como os judeus na Antiga Aliança, afirmam que o domingo (sunday – dia do sol) era a comemoração do “solstício de inverno”, ou seja, a comemoração de uma festa pagã (festa da colheita). É importante lembrar aos ASD de que o sábado, em inglês, escreve-se "saturday" e que significa dia dedicado ao deus Saturno. De Saturno surge às festas saturnais, dedicadas ao deus da agricultura. Logo, se é pagão o domingo por designar o dia do sol em inglês, o sábado, pela mesma lógica e razão, seria o dia pagão por designar o dia dedicado a Saturno.
Os ASD, por certo, não ignoram que os dias da semana eram indicados por nome de planetas e astro sol, como segue: domingo: dia do Sol, segunda: dia da Lua, terça: dia de Marte, quarta: dia de Mercúrio, quinta: dia de Júpiter, sexta: dia de Vênus, SÁBADO: DIA DE SATURNO.
Os ASD argumentam que os pais da igreja primitiva guardavam o sábado. Com a maior facilidade, descobrimos que essa afirmação é falaciosa, os pais da igreja adoravam no domingo. Era um dia especial conhecido como “dia do Senhor” (Ap.1:10). A Bíblia Shedd comenta esse versículo e diz: “Na época de ser escrito este Livro (95 d.C.), o domingo já tinha sido consagrado pela igreja como o dia especial de cultuar ao Senhor Jesus Cristo” (1997: 1759).

• OS PAIS DA IGREJA.
- Justino, o Mártir. 100-167 d.C. Eis aqui como Justino, o Mártir, descreveu o culto primitivo dos cristãos: "No domingo há uma reunião de todos que moram nas cidades e vilas, lê-se um trecho das memórias dos Apóstolos e dos escritos dos profetas, tanto quanto o tempo permita. Termina a leitura, o presidente, num discurso, admoesta e exorta à obediência dessas nobres palavras. Depois disso, todos nos levantamos e fazemos uma oração comum. Fim da oração, como descrevemos antes, pão e vinho e ação de graças por eles de acordo com a sua capacidade, e a congregação responde, Amém. Depois os elementos consagrados são distribuídos a cada um e todos participam deles, e são levados pelos diáconos às casas dos ausentes. Os ricos e os de boa vontade contribuem conforme seu livre arbítrio; esta coleta é entregue ao presidente (pastor) que, com ela, atende a órfãos, viúvas, prisioneiros, estrangeiros e todos quantos estão em necessidade" (Manual Bíblico, Halley).
- Inácio, 100 d.C. disse: "Aqueles que estavam presos às velhas coisas vieram a uma novidade de confiança, não mais guardando o sábado, porém vivendo de acordo com o dia do Senhor".
- Tertuliano, 160-220 d.C. No início do século III, Tertuliano chegou a afirmar que: Nós (os cristãos) nada temos com o sábado, nem com outras festas judaicas, e menos ainda com as celebrações dos pagãos. Temos nossas próprias solenidades: O Dia do Senhor [...] (On indolatry 14). Em "De oratione". Tertuliano insiste na cessação do trabalho no domingo como dia de culto para o povo de Deus.
- O ensino dos Apóstolos, obra siríaca. Encontramos um testemunho muito interessante na obra citada, que data da segunda metade do século III, segundo a qual os apóstolos de Cristo foram os primeiros a designar o primeiro dia da semana como dia do culto cristão: "Os apóstolos determinaram, ainda: no primeiro dia da semana deve haver culto, com leitura das Escrituras Sagradas, e a oblação. Isso porque, no primeiro dia da semana o Senhor nosso ressuscitou dentre os mortos, no primeiro dia da semana o Senhor subiu aos céus, e no primeiro dia da semana vai aparecer, finalmente com os anjos celestes (Ante-necene fathers, 8668). (Enciclopédia Vida, autor judeu: Archer).
- Eusébio de Cesaréia, 264-340 d.C. Bispo de Cesaréia, historiador da Igreja, viveu e foi preso durante a perseguição de Diocleciano contra os cristãos, a qual foi o último e desesperado esforço de Roma por varrer da terra o cristianismo. Um dos seus objetivos (objetivos de Roma) especiais foi destruir todas as escrituras cristãs [...] Eusébio viveu até o reinado de Constantino. Um dos primeiros atos de Constantino, ao ascender ao trono, foi mandar preparar, sob a direção de Eusébio [...] Cinqüenta BÍBLIAS para as Igrejas de Constantinopla (Halley) (os manuscritos que temos, provavelmente, saíram do trabalho de Eusébio). Agora vejamos o que Eusébio pensava a respeito da guarda do sábado: "Eles, portanto, não consideravam a circuncisão, nem observavam o Sábado, como também nós; nem nos abstemos de certos alimentos, nem consideramos outras imposições que Moisés subseqüentemente entregou para serem observadas em tipos e símbolos, porque tais coisas não dizem respeito aos cristãos [...]"; "Também celebravam os dias do Senhor como nós, para comemorar a sua ressurreição" (Livro: História da Igreja, Eusébio, século III, p.27, 106, Editora CPAD, ed.1999).

13. Diga à minha noiva para não resistir este artigo e nem tão pouco ficar triste com ele. Na verdade, procuro uma noiva que seja nova. Eu, Jesus, parei nos meus 33 anos e meio e continuo jovem, bonito e muito ativo nas obras do meu Pai. Mas, o problema é que minha noiva que aí na terra deixei já está com 1975 anos e meio. Isto é, depois do ano que morri e ressuscitei. Isto tem sido um grande problema para mim, casar-me com uma noiva de 1975 anos de idade. Está velha demais e ela só chegou nesta idade por milagre do meu Pai. Para resolver esta questão, convenci ao meu Pai, que enviasse urgente o Seu Espírito Santo com um bisturi espiritual e fizesse uma cirurgia plástica nesta minha noiva um tanto já velha e acabada. Afinal, Paulo, meu irmão e amigo que também mora aqui no céu, escreveu numa carta que enviou aos Efésios que minha noiva será sem ruga e sem mácula. Então, ela é nova e virgem. E para cumprir tudo o que meus santos escreveram, meu Pai, acaba de autorizar que Seu Espírito Santo fará esta proeza: - restaurar por completo minha noiva, mas nos moldes de como a deixei há dois mil anos atrás. Guardamos aqui no céu uma foto de como ela era. Ou seja, quero ver a minha noiva com graça, poder, unção e ação igualzinha aquela que conheci no primeiro século de nossa era. Restaurar é a ordem divina. Diga que à minha noiva que não resista a esta cirurgia. Não dói e será rápida.

Espero vê-la, então, nova e muito bonita. Até o dia em que irei pessoalmente buscá-la. Diga a ela que fique preparada, pois depois que eu arrebatá-la, nos casaremos logo em seguida. Os preparativos para a grande festa já estão quase tudo pronto. Diga a ela que se cuide bem e continue fiel, debaixo das minhas bênçãos e do meu querido Pai que está no controle de tudo.

Refutação:

Lehitraot ( até breve)!

(*) Marcelo Miranda Guimarães, casado, 4 filhos, engenheiro industrial, MBA Economia e Finanças. Teólogo e fundador do Ministério Ensinando de Sião e da Congregação Judaico-Messiânica Há Tzion em Belo Horizonte. Criador da Engenharia Espiritual ( www.engenhariaespiritual.com)

Visite www.ensinandodesiao.org.br e Sião@ensinandodesiao.org.br e conheça nossas literaturas.

3 comentários:

'Sola Scriptura' disse...

"Perseveravam na doutrina dos apóstolos..."

É exatamente isso que a Ensinando de Sião procura, ou seja, conclamar a igreja a voltar-se às práticas da doutrina dos apóstolos, uma vez que, a partir da destruição de Jerusalém por volta do ano 70, e sobretudo Século II, os cristãos distanciaram-se dos apóstolos sendo substituídos por outros líderes cristãos que mudaram as práticas judaicas da Igreja de Jerusalém por práticas pagãs. Mudaram o dia de adoração de sábado para domingo. Povos pagãos antigos reverenciavam seus deuses dedicando este dia ao astro Sol o que originou outras denominações para este dia, em inglês diz-se Sunday, e no alemão Sonntag, com o significado de "Dia do Sol". Mudaram as festas judaicas por festas pagãs, etc. Chamaram o "Antigo" Testamento de Velho Testamento. Este taxado de Lei e o Novo Testamento de Graça.

Jesus era judeu, os apóstolos eram judeus e todos seguiam as tradições judaicas. O sábado era o dia da adoração. Havia as festas judaicas. Tudo isso foi mudado pelo cristianismo.

Escrivão Caminha disse...

O FIM DA LEI?
Jesus Cristo cumpriu (plerosai – encher, completar) toda Lei (o que nem um homem conseguiu) (cf. Mt.5:17) , o apóstolo Paulo escrevendo aos romanos afirma, categoricamente, que o fim da Lei é Cristo (cf. Rm.1:4).

REFUTAÇÃO: O seu raciocínio apressado conclui que se "é o fim não é continuação." Crasso engano. Concordamos que o texto se refere ao Decálogo, mas não concordamos que signifique que Cristo tenha posto um fim àquela lei.

Notemos a palavra "fim". Nem sempre significa término. E no texto em lide não tem este sentido. Vem do grego telos e significa também "propósito", "alvo." "objetivo", "conseqüência", "resultado", etc. Muito freqüentemente é assim empregada. Por exemplo:

I Tim. 1:5 – "Ora o fim do mandamento é a caridade."
I S. Ped. 1:9 – "Alcançando o fim da vossa fé, a salvação da alma."
Ver também S. Tia. 5:11.

Nesses textos, "fim" pode significar "cessação"? Absurdo!

Seria inadmissível que, quando alcançamos Jesus, possamos lançar fora a lei que é norma de conduta dada Por Deus. Tal ensino não é cristão. Cristo, na verdade, é o FIM da lei, é o objetivo dela. É o fim, não para nos livrar da obediência da lei, mas – e o próprio texto elucida – "para a justiça de todo a aquele que crê."

Justiça, no melhor sentido teológico, é o perfeito cumprimento da lei que Cristo nos imputa e que nos livra da condenação. Portanto, a lei subsiste. A lei conduz-nos a Cristo, porque nEle encontramos a justiça que a lei exige. A justiça que temos através de Cristo é declarada perfeita pela lei. O homem que, por Cristo se torna justo, sem dúvida guarda a lei justa Não a vive transgredindo.

O comentador metodista Adam Clarke considerando Rom. 10:4, entende que se refira à lei cerimonial, mas afirma que a palavra "fim" certamente significa "objetivo".

Escrivão Caminha disse...

SEM DISTINÇÃO DE LEIS?

Os ASD, para imporem a obrigatoriedade da guarda do sábado, se valem de argumentos infundados estabelecendo uma distinção entre a Lei Moral e Lei Cerimonial, Lei de Deus e Lei de Moisés, dizendo que a Lei Moral ou Lei de Deus se restringe aos “Dez Mandamentos” e continuará para sempre, e que a Lei de Moisés ou Lei Cerimonial abrange o Pentateuco escrito por Moisés e foi abolida.
Esta distinção é incoerente, mais defendida pelos ASD. Qualquer estudante da Bíblia, sério, que tenha compromisso com a palavra de Deus, perceberá que tanto o Decálogo quanto as Leis complementares são Leis de Deus e seu conteúdo moral não se restringe aos “Dez Mandamentos”, ou seja, as Leis complementares têm seu conteúdo moral.

REFUTAÇÃO:

1) PAULO ENSINA A DISTINÇÃO DE LEIS

Vamos primeiramente a apenas 2 versos bíblicos:

Efésios 2: 15 – “Na Sua carne desfez a inimizade, isto é; a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças...”

Romanos 3: 31 – “Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma, antes estabelecemos a lei.”

Observe o contraste entre as afirmações: Paulo diz que à Igreja de Éfeso que a lei foi desfeita, enquanto que à Igreja de Roma ele afirma que a lei não foi anulada. O protestantismo afirma sem erro e sem rodeios que a Bíblia é a Palavra de Deus, e que a revelação de Deus apresentada nela não se contradiz. Como explicar estas duas afirmações contraditórias?

O apóstolo usou a mesma raiz grega para as palavras aqui traduzidas por ‘desfez’ e ‘anulamos’. Esta raiz, katargeo, significa tornar ‘inoperante’,‘fazer cessar’, ‘afastar’ alguma coisa, ‘anular’, ‘abolir’. Mas o escritor inspirado Paulo diz a uma determinada igreja que a ‘lei’ está desfeita, e à outra igreja exclama: ‘De maneira nenhuma’.

Levando-se em conta o pensamento de que a "lei" esteja abolida, ele se refere à mesma lei em cada caso? Obviamente Paulo deve estar falando de duas leis diferentes. Esses dois textos são suficientes em si mesmos para expor a fantasia doutrinária de que a Bíblia fala de uma só lei. A Palavra de Deus não se contradiz. A evidência do Assim Diz o Senhor é: existem pelo menos duas leis na Bíblia dentre todas as leis mencionadas nela.

Assim,
1) colocar todas as leis do Antigo Testamento no mesmo grupo e
2) dizer que todas elas ou foram abolidas ou devem ser guardadas integralmente

são dois erros muito comuns que cometem grande parte dos evangélicos (em geral os de linha pentecostal). Qualquer leitor da Bíblia — que LEIA ainda que superficialmente o Livro Santo — reconhece que há diferentes leis enunciadas nos Testamentos.

Existem leis, especialmente no AT, que são:

1) dietéticas, isto é, as leis sobre alimentos próprios para consumo humano e medidas de higiene pessoal e ambiental;
2) civis, ou seja, as leis que regiam a existência de Israel como uma nação organizada, semelhante às Contituições modernas;
3) cerimoniais, a saber, as leis que orientavam os serviços de adoração e sacríficio de animais no santuário terrestre israelita e;
4) morais — as leis que deveriam nortear os homens em seus deveres uns com os outros e entre eles e Deus, resumidas nos Dez Mandamentos ou Decálogo.

Estas duas têm destaque preeminente: a Lei Moral e a Lei Cerimonial.

A Lei Moral, resumida nos Dez Mandamentos (Êxodo 20:3-17), é chamada de Lei de Deus. Esta lei é eterna porque revela o eterno caráter de um Deus que Se preocupa com o bem-estar de Seus filhos, mostra a soberania de Deus sobre Sua criação e explicita as normas de Deus que devem nortear a conduta dos seres humanos entre si e destes com Seu Criador. Existe desde antes da entrada do pecado em nosso planeta e existirá até mesmo depois que o pecado for retirado do universo. Ela define com exatidão o que é o pecado e mostra a necessidade de um Salvador de que todos nós precisamos.

O mesmo não se dá com a Lei Cerimonial, frequentemente chamada de Lei de Moisés. Esta lei, "consistindo em manjares e bebidas, e várias abluções e justificações da carne" e sacrifícios, destinava-se a chamar a atenção para a primeira vinda de Jesus; em vindo Ele, passou, pois nEle teve seu cumprimento. Ela veio a existir depois da queda do homem, mostrando a solução que um dia Deus providenciaria para o problema do pecado ao enviar Jesus para morrer por nós. Quando Ele veio, encontraram-se o tipo e o antítipo; a sombra encontrou o corpo. Quando Cristo, "o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" (João 1:29), morreu na cruz, "o véu do templo se rasgou em dois de alto a baixo" (Mat. 27: 51). Os serviços do templo deixaram então de ter lugar e a lei que a ele pertencia deixou de existir. Ela meramente apontava o Salvador que haveria de vir, satisfazendo condições temporárias, locais, e uma vez que essas condições mudaram em virtude da entrada da nova dispensação, a lei cerimonial não tinha mais razão de ser.

2) O ANTIGO TESTAMENTO ENSINA A DIFERENÇA DE LEIS

Para que todos percebam na Bíblia as diferenças entre as leis cerimonial e moral, seguem abaixo 5 contrastes entre elas no Antigo Testamento. As citações bíblicas neste e no tópico seguinte são da Almeida Corrigida Fiel.

1º contraste
LEI MORAL: Proclamada pelo próprio Deus (Êxo. 20:1, 22)
LEI CERIMONIAL: Anunciada por Moisés (Êxo. 24:3).

2º contraste
LEI MORAL: Escrita por Deus (Êxo. 31:18).
LEI CERIMONIAL: Escrita por Moisés (Êxo. 24:4).

3º contraste
LEI MORAL: Escrita em tábuas de pedra (Êxo. 31:18).
LEI CERIMONIAL: Escrita em um livro (Deut. 31:24).

4º contraste
LEI MORAL: Entregue por Deus, Seu escritor, a Moisés (Êxo. 31:18).
LEI CERIMONIAL: Entregue por Moisés, seu escritor, aos levitas (Deut. 31:25,26).

5º contraste
LEI MORAL: Depositada por Moisés “dentro da arca” (Deut. 10:1,4,5).
LEI CERIMONIAL: Depositada pelos levitas “fora da arca” (Deut. 31:25,26).

3) O NOVO TESTAMENTO ENSINA A DIFERENÇA DE LEIS

Continuam os contrastes entre as leis, agora no Novo Testamento:

1º contraste
LEI MORAL: Mostra o pecado (Rom. 7:7) e quebrá-la é pecado (I João 3:4), pois é estabelecida pela fé em Cristo (Rom. 3:31).
LEI CERIMONIAL: Não há nenhum pecado em quebrá-la, pois foi abolida por Cristo (Efé. 2:14,15; Col. 2:14).

2º contraste
LEI MORAL: É preciso “guardar toda lei”, porque “devemos ser julgados” por esta lei (Tiago 2:10-12).
LEI CERIMONIAL: Os apóstolos não deram ordens para guardá-la (Atos 15:23,24), nem seremos julgados por esta lei (Col. 2:16,17).

3º contraste
LEI MORAL: O cristão que guarda esta lei é bem-aventurado, pois ela é a “Lei perfeita da liberdade” (Tiago 1:25 cf. Tiago 2:12).
LEI CERIMONIAL: O cristão que guarda esta lei está sob maldição (Gál.3:9 e 10) e perde a sua liberdade (Gál.5:1-4).

4º contraste
LEI MORAL:“Sabemos que a lei é espiritual” (Rom. 7:7,14).
LEI CERIMONIAL: “Lei do mandamento carnal” (Heb. 7:15,16).

5º contraste
LEI MORAL: É uma lei eterna, inab-rogável (Mat. 5:17-18) e não pode ser mudada (Luc. 16:17).
LEI CERIMONIAL: É uma lei transitória, mera sombra das coisas futuras (Heb. 10:1) e foi mudada por necessidade (Heb. 7:12).

4) AS IGREJAS PROTESTANTES ENSINAM A DIFERENÇA DE LEIS

Teriam efetivamente os adventistas do sétimo dia "inventado" a distinção de leis na Bíblia? Sabido é que eles surgiram no cenário mundial no ano de 1844, mas muito antes deles já se havia estabelecido entre os teólogos e redatores de confissões de fé, a diferenciação das leis bíblicas.

Comecemos com o que o Dicionário Bíblico da Imprensa Bíblica Brasileira, anexado à Bíblia impressa e distribuída pela Casa Publicadora Batista, afirma no verbete LEI:

“A lei continha dois elementos. O eterno e o efêmero. Um elemento é eterno, portanto, trata da moral, que não muda. Encontramo-lo nos Dez Mandamentos, frequentemente denominados o Decálogo, e em estatutos com este relacionado. O elemento efêmero compõe-se de leis, tanto civis como cerimoniais. Evidentemente as leis civis se mudariam ou se revogariam segundo as mudanças na vida da nação e nas suas relações com os povos vizinhos. E as leis cerimoniais cuja finalidade era ensinar por meio dos sacrifícios e cultos ritualísticos o desígnio redentor de Deus, haveriam de terminar com o advento do Messias, cuja obra de redenção esse ritualismo prefigurava, e hoje os cristãos têm certeza de que Cristo veio a ser o cumprimento e o fim da lei.”

Prossigamos com as seguintes citações de personalidades e credos do protestantismo, estes elaborados muito antes da existência dos adventistas:

BILLY GRAHAM, o conhecido pastor e evangelista batista, numa entrevista a jornal londrino (reproduzida em Signs of the Times de 23-8-1955, pág. 4) disse:

"Pergunta: Mr. Graham, alguns homens religiosos que conheça dizem que os Dez Mandamentos são parte da 'lei' e não se aplicam a nós hoje. Dizem que nós, como cristãos, estamos 'livres da lei.' Está certo?
"Resposta: Não, não está certo, e espero que V. não seja desencaminhado POR ESTAS FALSAS OPINIÕES. É de suma importância compreender o que quer dizer o Novo Testamento quando afirma que estamos 'livres da lei'. Como é evidente, A PALAVRA 'LEI' É USADA PELOS ESCRITORES DO NOVO TESTAMENTO EM DOIS SENTIDOS. Algumas vezes ela se refere à LEI CERIMONIAL do Velho Testamento, que se relaciona com matéria ritualística e regulamentos concernentes a manjares, bebidas e coisas deste gênero. Desta lei, os cristãos estão livres na verdade. Mas o Novo Testamento também fala da LEI MORAL, a qual é de caráter permanente e imutável e ESTÁ SUMARIADA NOS DEZ MANDAMENTOS" (Grifos e versais nossos.)

WILLIAM C. TAYLOR (ministro, escritor e mentor batista de grande projeção), no opúsculo de sua autoria "Os Dez Mandamentos", diz:

"Seria uma bênção se cada púlpito no mundo trovejasse ao povo a voz divina do Decálogo, pois a Lei é o aio para guiar a Cristo. A Lei aqui não é nenhuma lei civil, nem a de Israel. Não se trata de cerimônias levíticas. Trata-se de religião, no seu âmago, na moral, e especialmente trata-se do pecado, de criar uma consciência acerca do pecado ... O DECÁLOGO fica. A LEI DE ORDENANÇAS morre na cruz do Calvário e é destruída por Tito, na queda de Jerusalém. Os Dez Mandamentos são quase todos repetidos no Novo Testamento ... São aumentados e reforçados no cristianismo." – Págs. 5, 6 e 42.

A SEGUNDA CONFISSÃO HELVÉTICA, redigida em 1566, expressando crenças de séculos anteriores, faz clara distinção entre a "lei moral de Dez Mandamentos" e a "lei," a saber, "lei cerimonial." Cap. 12, 4º. parágrafo.

OS 39 ARTIGOS DE RELIGIÃO DA IGREJA DA INGLATERRA, redigidos em 1571, no seu artigo VII aponta as leis da Bíblia, classificando-as em cerimoniais (cerimônias e ritos), civis (preceitos para uma comunidade, a de Israel) e lei moral.

A REVISÃO AMERICANA DOS ARTIGOS pela Igreja Protestante Episcopal, feita em 1801, reafirma a distinção de leis moral, cerimonial e civil, no seu artigo VI.

OS ARTIGOS DE RELIGIÃO DA IRLANDA, elaborados no ano de 1615, fazem idêntica distinção, como também o faz a DECLARAÇÃO DE SAVOYA DA IGREJA CONGREGACIONAL formulada em 1658.

A CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER, proclamada em 1647, no seu capítulo 19, incisos de I a VII, faz, com detalhes, a enumeração das leis bíblicas, distinguindo-as em moral, cerimonial e civil.

A CONFISSÃO BATISTA DE 1688 (confissão de Filadélfia) reproduz ipsis verbis os termos da Confissão de Westminster na parte atinente à lei.

OS 25 ARTIGOS DA IGREJA METODISTA, formulados em 1784, em seu inciso VI, distingue leis civis, cerimoniais e morais.

A escassez de espaço não nos permite citar a íntegra do que contém as confissões de fé, mas os estudiosos poderão ler a obra "The Creeds of the Evangelical Protestant Churches", de Philip Schaff, donde foram extraídos estes informes. Caso alguém se interesse, posso enviar este e-book por e-mail.

O objetivo aí é demonstrar apenas que a distinção de leis existia muito antes da eclosão do movimento adventista no mundo e, por conseguinte, não pode ser atribuída aos adventistas a acusação de terem inventado a diferença de leis moral e cerimonial. Na Bíblia não se encontram igualmente as palavras "trindade," "milênio," "premilenismo", "batismo por imersão," "sistema congregacional". No entanto, estes termos definem idéias bíblicas.